Postagens

Um DVD para chamar de meu

Imagem
A modernidade trouxe consigo inúmeras vantagens. Comparando com o tempo dos nossos avós, por exemplo, hoje os carros são mais velozes com o menor gasto de combustível, a ciência avançou muito em suas pesquisas e no cuidado do ser humano, e os meios de comunicação então, nem se comparam! Hoje falamos com outra pessoa do outro lado do mundo em questões de segundos. A internet proporciona a possibilidade de assistir filmes online, logo em seguida à sua temporada no cinema, pirateado ou não. A questão é que essa mesma modernidade nos priva de algumas possibilidades também. E como tudo na vida tem sua vantagem e desvantagem... Recentemente senti o gosto de desfrutar algo há muito sonhado, e ainda não realizado, fruto desta mesma desvantagem. Recebemos uma mensagem da locadora de vídeo onde sempre alugamos os filmes, que essa iria fechar e seus DVDs estavam sendo ofertados por preços bem abaixo dos de mercado, ficando o convite para ir lá conferir. E não pensei...

A primeira década a gente nunca esquece

Imagem
Foi no dia 30 de setembro de 2005 que te vi pela primeira vez, e ali, exatamente às 23h30min, soube que te amaria para sempre. Sabia muito pouco das coisas, sobre ser mãe, ter filho, criar, educar... Mas uma coisa eu sabia: Seria capaz de mover montanhas pra te ver feliz. O tempo voou, e numa rapidez de quem corre a São Silvestre, você cresceu. Às vezes me pego olhando pra você e pensando: - Quem é esse ser de personalidade tão marcante e opiniões formadas? De onde ele tirou isso? Uma gargalhada é ensaiada, seguida de olhos marejados, por perceber que você, meu filho, é tão especial! Quando tinha pouco mais de um ano, nos acordava de manhã cedo (o que ainda acontece; não sei explicar esse seu interesse em acordar cedo!) costumava nos contar histórias sem pé nem cabeça, afinal, não sabia ainda falar direito, mas ficávamos admirados com sua desenvoltura em tentar se expressar. Você é um grande contador de histórias. Quando José era apenas um bebê, você, que devia ter uns ...

Quando a pipoca é tudo que resta

Imagem
E lá estava eu... cansada, chateada, inconformada. Aquela semana não tinha sido fácil. Afinal, o que vou fazer? Como seguir em frente? Que rumo tomar? A resposta para essas perguntas parecia ser a mesma: - Não sei.  Eu deveria ser forte e seguir em frente. A verdade é que nem sempre consigo segurar a barra, as lágrimas rolam e me sinto frágil. Mas tudo bem, todos temos fragilidades, essa é a boa parte de sermos humanos. Quem entende isso vive em paz com suas próprias limitações. Eu preciso entender...  A questão é que a vida, às vezes, me parece uma montanha russa. Num momento tudo certo, no minuto seguinte aquele frio na barriga, e a incerteza se apresenta: Oi, você me conhecerá, e me encontrará mais uma centena de vezes!  Daí percebo que a situação é esta, não temos controle sobre as coisas, ou sobre o que irá nos acontecer. É certo que tentamos prever e até antecipar, mas há situações que realmente não devemos, eu diria, tentar controlar ou modificar a todo...

O dia da marmota

Imagem
Um tal dia, que por alguns motivos queria esquecer, uma amiga me mandou o vídeo de um palestrante que falava do valor da nota de cem reais. Ele a amassou, jogou no chão, pisou a nota e perguntava: Quanto vale essa nota? E as pessoas respondiam: Cem reais.  O homem seguiu falando que mesmo quando as pessoas nos machucam, nos colocam de canto, nos ofendem, não deixamos de ter valor. Somos como a nota de cem reais! Mais cedo, nesse mesmo dia, uma outra amiga dedicou-me um áudio que, tenho certeza, nunca esquecerei, esse foi motivo de refrigério para minha alma.  Ao anoitecer, meus filhos pediram para ver um filme comigo, e eu, que adoro esse tipo de programa, fui avidamente procurar indicações de filmes para assistir em família. Em meio a uma lista de vinte e cinco filmes, tinha esse e logo lembrei da minha adolescência. Ah esse é perfeito! Um verdadeiro filme de "sessão da tarde". Feitiço do tempo. Nele um jornalista vive a angústia de ver o dia se repetin...

Do (meu) Começo.

Imagem
Meu primeiro post, e eu pensando sobre o que vou escrever. Pensei em escrever sobre filhos, sobre minha primeira graduação, Psicologia, ou Psicanálise, minha atual paixão. Mas, eis que arde em mim algumas lembranças, e é por esse caminho que vou. Começarei pelo (meu) começo! Sou a caçula de quatro filhos. Meus pais não se casaram, na verdade a história é bem mais complexa do que parece. Meu pai tinha outra família, o que, por vezes, nos privava de sua presença, então aprendemos a aproveitar o tempo que tínhamos juntos. Por sermos uma família razoavelmente pequena para a época, e um pouco distante do restante (primos, tios, avos...), aprendemos a nós unir. Lembro que essa era a palavra de ordem lá em casa. "Sejam unidos!" dizia minha mãe quase que constantemente, e nos obedecemos. Tanto obedecemos que hoje nutrimos uma amizade que pouco vejo por aí, o que me faz querer o mesmo para os meus filhos.  Ter irmãos pode ser o maior presente que nossos pais nos dão. Com...