Do (meu) Começo.
Meu primeiro post, e eu pensando sobre o que vou escrever. Pensei em escrever sobre filhos, sobre minha primeira graduação, Psicologia, ou Psicanálise, minha atual paixão. Mas, eis que arde em mim algumas lembranças, e é por esse caminho que vou. Começarei pelo (meu) começo!
Sou a caçula de quatro filhos. Meus pais não se casaram, na verdade a história é bem mais complexa do que parece. Meu pai tinha outra família, o que, por vezes, nos privava de sua presença, então aprendemos a aproveitar o tempo que tínhamos juntos.
Por sermos uma família razoavelmente pequena para a época, e um pouco distante do restante (primos, tios, avos...), aprendemos a nós unir. Lembro que essa era a palavra de ordem lá em casa. "Sejam unidos!" dizia minha mãe quase que constantemente, e nos obedecemos. Tanto obedecemos que hoje nutrimos uma amizade que pouco vejo por aí, o que me faz querer o mesmo para os meus filhos. Ter irmãos pode ser o maior presente que nossos pais nos dão. Com eles aprendemos amor e ódio, aliás sempre acreditei que os dois fazem parceria para nos ensinar a viver.
Minha mãe, uma mulher que me fez entender o significado de ter "fibra", da qual tenho muito orgulho, me ensinou que respeito e honestidade são os bens de maior valor que se pode possuir.
Conceição, Mônica e Magno, meus irmãos, tenho em mim um pedacinho de cada um de vocês. Outro dia, dei uma gargalhada e meu filho mais velho disse: "parece a tia Conceição!". Com mais prazer ainda, gargalhei.
Quando bati o carro a primeira vez, depois de ligar para o marido, e antes de acionar o seguro, chamei minha "seguradora" pessoal, minha irmã Mônica, com quem estabeleci uma relação quase de mãe e filha, afinal ela ajudava a cuidar de mim, quando eu não tinha nem pronunciado minhas primeiras palavras.
Magno, outro dia nos chegamos, juntos, a seguinte conclusão: "Eu nasci pra te ensinar a ser macho!". Chego a sorrir toda vez que leio isso. E nessa troca, você também me ensinou a ser forte, como é preciso ser na vida, e a "tirar sarro" só pra não perder a piada!
É claro que tenho minha individualidade, e por algum tempo, mais precisamente na adolescência, lutei por defende-la a todo custo. Com o passar dos anos aprendo que, talvez eu não seja o que meus pais desejaram, nem o que meus irmãos esperaram, mas de uma coisa sei, pertenço a esta família "buscapé", como nossa mãe sempre nos nomeou!
Continuo lutando, não para conquistar um espaço, esse sei que já possuo, mas para conquistar a mim mesma, com todas as desventuras e alegrias. Então, aprendo que: minha caminhada está só começando. De lagarta à borboleta, uma constante metamorfose.
Continuo lutando, não para conquistar um espaço, esse sei que já possuo, mas para conquistar a mim mesma, com todas as desventuras e alegrias. Então, aprendo que: minha caminhada está só começando. De lagarta à borboleta, uma constante metamorfose.

Lindo texto, amis.
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