Quando a pipoca é tudo que resta
E lá estava eu... cansada, chateada, inconformada. Aquela semana não tinha sido fácil. Afinal, o que vou fazer? Como seguir em frente? Que rumo tomar? A resposta para essas perguntas parecia ser a mesma: - Não sei.
Eu deveria ser forte e seguir em frente. A verdade é que nem sempre consigo segurar a barra, as lágrimas rolam e me sinto frágil. Mas tudo bem, todos temos fragilidades, essa é a boa parte de sermos humanos. Quem entende isso vive em paz com suas próprias limitações. Eu preciso entender...
A questão é que a vida, às vezes, me parece uma montanha russa. Num momento tudo certo, no minuto seguinte aquele frio na barriga, e a incerteza se apresenta: Oi, você me conhecerá, e me encontrará mais uma centena de vezes!
Daí percebo que a situação é esta, não temos controle sobre as coisas, ou sobre o que irá nos acontecer. É certo que tentamos prever e até antecipar, mas há situações que realmente não devemos, eu diria, tentar controlar ou modificar a todo custo. Uma vez ouvi alguém, que não lembro quem, dizer que precisamos deixar o rio correr. É pesado demais carregar certas bagagens de expectativas. Não é possível viver livremente com tal peso. Eu preciso deixar o rio correr...
Daí percebo que a situação é esta, não temos controle sobre as coisas, ou sobre o que irá nos acontecer. É certo que tentamos prever e até antecipar, mas há situações que realmente não devemos, eu diria, tentar controlar ou modificar a todo custo. Uma vez ouvi alguém, que não lembro quem, dizer que precisamos deixar o rio correr. É pesado demais carregar certas bagagens de expectativas. Não é possível viver livremente com tal peso. Eu preciso deixar o rio correr...
Foi aí, no meio de tudo isso, que senti um enorme desejo de comer pipoca. Lembrei que na esquina da faculdade tem um pipoqueiro, e que ele nos deixa escolher, salgada ou doce, ou as duas. Ah a possibilidade de escolher!
Pensei que isso me faria bem. Um bem que vai além do estômago, além do paladar da língua, mas sim, do paladar da alma. Pelo menos o tipo de pipoca, que iria comer, era possível escolher naquele dia!
Pipoca é acolhimento. Desfruta-se com amigos, família, namorado, ou mesmo sozinho. Comi minha pipoca sozinha, era necessário que fosse assim.
Certezas eu não tinha, nem respostas para minhas questões, mas para o pipoqueiro eu respondi: quero salgada e doce, por favor.
Pensei que isso me faria bem. Um bem que vai além do estômago, além do paladar da língua, mas sim, do paladar da alma. Pelo menos o tipo de pipoca, que iria comer, era possível escolher naquele dia!
Pipoca é acolhimento. Desfruta-se com amigos, família, namorado, ou mesmo sozinho. Comi minha pipoca sozinha, era necessário que fosse assim.
Certezas eu não tinha, nem respostas para minhas questões, mas para o pipoqueiro eu respondi: quero salgada e doce, por favor.

Escolhas...consequências!
ResponderExcluirEscolhas...consequências!
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